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Filme: Kung Fu Panda 3 (2016) – Resenha de Cinema

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Oiê pessoal! Assistimos Kung Fu Panda 3 e vim aqui compartilhar com vocês o que achei do filme! Se você ainda não assistiu, pode ler a resenha sem medo! Não vou estragar a surpresa! Aqui não tem spoilers.

 

Kung Fu Panda 3 | Ficha Técnica

Kung Fu Panda 3 2016 poster brasil brazil br dreamworks fox film filme movie cinemaSinopse: Mestre Shifu (voz de Dustin Hoffman) tem como principal ensinamento fazer com que dragão guerreiro Po (voz de Jack Black) aprenda a técnica de dominação do Chi, a “energia vital”. Porém, Po acaba se desconcentrando com a chegada do pai de sangue, o panda Li (voz de Bryan Cranston), que o carrega para a vila secreta dos pandas – causando ciúme no Sr Ping (voz de James Hong), o pai ganso de Po. Em paralelo, o poderoso touro Kai (voz de J.K. Simmons), O Coletor, inimigo do Mestre Oogway (voz de Randall Duk Kim), reúne forças para voltar para o mundo dos vivos. Tigresa (voz de Angelina Jolie), Macaco (voz de Jackie Chan), Garça (voz de David Cross), Víbora (voz de Lucy Liu) e Louva-Deus (voz de Seth Rogen), ao lado de Po, vão tentar detê-lo.
Dirigido por: Alessandro Carloni e Jennifer Yuh
Gênero: Animação, Ação, Aventura, Comédia (95 min – 2D e 3D)
Classificação Indicativa: Livre
Lançamento: 03 de março de 2016  | 29 de janeiro de 2016 

Fox Film | DreamWorks 

 
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Resenha | Opinião

O filme é tão envolventeengraçado, independente de você ter assistido aos dois primeiros Kung Fu Panda! O que mais gosto nessa série de filmes é que a sabedoria da cultura oriental é transmitida de um modo sutil e ao mesmo tempo reflexivo! E todo mundo aqui já está cansado de saber que eu amo analisar as histórias “Por Outro Lado“, levando em consideração não apenas os aspectos técnicos, mas as características sutis que nem todo mundo presta atenção – sem dar spoilers claro!

Algumas frases e alguns acontecimentos ao longo da trama são fascinantes, mas gostaria de destacar uma frase em especial, dita pelo Mestre Shifu: “Se você só fizer o que sabe, nunca será mais do que você é agora“. Essa frase dita no início do filme me fez ficar super empolgada pra vir compartilhar minhas reflexões!

Acho que todo mundo, pelo menos uma vez na vida, já se deparou naquela situação de “tentar se encontrar“. Sabe quando a gente pensa “mas o que vou ser quando crescer?” ou ainda “qual é o meu objetivo nessa vida? Meu diferencial? Minha real importância?”… Esse tipo de crise existencial tão inerente ao ser humano é trabalhada de um modo bem peculiar em Kung Fu Panda 3. Po, o dragão guerreiro, vive com algumas dúvidas o rodeando e teme o desconhecido. Não o desconhecido “vilão” – por sinal Po é super corajoso em relação a isso! – mas o desconhecido em sua própria vida.

Medo de mudar de escola, de aprender a dirigir, da primeira entrevista de emprego, de se tornar pai/mãe… Sim! Todo mundo já teve medo do desconhecido, pelo menos uma única vez. E o que seria mais cômodo a se fazer? Ficar na zona de conforto, onde você conhece cada passo e sabe exatamente cada ação e reação. Eis que surge o Mestre Shifu e te diz “Se você só fizer o que sabe, nunca será mais do que você é agora“… É ou não é um baita chacoalhão? 

O filme segue nessa vibe reflexiva até o final e continua ilustrando um pouco da realidade que vivemos. Muitas pessoas que se encontram perdidas ou que preferem ficar na zona de conforto, independente do motivo, acabam invejando o que o outro tem. Às vezes o “outro” nem é tudo aquilo que o invejoso pensa, mas aos olhos do invejoso, tudo o que é do outro é melhor! Sabe o ditado que diz “a grama do vizinho sempre é mais verde“? Pois bem… É assim que o invejoso enxerga. A frustração, a impotência e a auto desvalorização acabam fazendo com que muitas pessoas desejem o que é do outro de um modo negativo. E para isso Mestre Shifu tem outro recado “Eu não tenho que lhe transformar em mim, eu só tenho que lhe transformar em você mesmo“.

Às vezes o ser humano pensa que ser o “outro” seria o grande prêmio da mega sena: ter o que o outro tem, conhecer o que o outro conhece, viver como o outro vive… “Ah! Se eu tivesse tudo isso seria fácil”… Mas já imaginou o que aconteceria se você de fato se tornasse o “outro”? Suas características, seus pensamentos, suas vontades, até mesmo seus hábitos – sim! Aquele hábito estranho que só você entende… – tudo isso sumiria! E você deixaria de ser você! Não, não se transforme no outro, apenas se transforme! Melhore, adapte, invente… Seja a melhor versão de você mesmo! Pegue aquela característica só sua, que pode até servir de chacota para alguns, e abuse dela! Essa é uma das grande lições desse filme: tenha a coragem de ser a melhor versão de você mesmo.

No filme também é exemplificado mais um caso reflexivo dentro dessa área. O vilão Kai deseja poder, deseja ser melhor que os outros, tomar a força dos outros, o famoso Chi na cultura oriental. E o grande sábio Oogway já o alertou que quando você toma algo que não é seu, aquilo escapa de você. Em outras palavras, aquilo te destrói. Sabe aquele momento que o ser humano deseja tanto ter algo que o “outro” tem a ponto de só pensar naquilo 24 horas por dia? É esse tipo de atitude que o filme condena nesse momento. A conclusão que tirei ao ver o filme? Ao invés de desejar o que o outro tem, fortaleça seus próprios ombros para poder carregar mais bagagem, caso contrário o peso será maior do que aquele que você pode carregar.

Por fim, mais uma frase de efeito que marcou: “Às vezes fazemos coisas erradas pelos motivos certos“. Os pais de Po estavam conversando e essa frase surgiu como um tiro certo! Vários filmes já discutiram essa abordagem sobre “certo vs errado“, mas o que gostei em Kung Fu Panda 3 é que se chegou a conclusão de que uma pessoa a mais na família não subtrai nada, apenas soma! E tem tanta gente que vive em um inferno astral por causa de certo egoísmo e medo por ter que “dividir” alguém da família com outra pessoa. É tudo uma questão de perspectiva… Ao invés de pensar em subtração e divisão, por que não pensar em adição e multiplicação?

É por essas e outras tantas reflexões que eu amei Kung Fu Panda 3 e recomendo para todo mundo, de qualquer idade! Acho excelente o modo como o filme conduz nossos pensamentos e leva a moral da história a um nível de auto conhecimento extremo. Basta você se deixar envolver pela história pra ver como as metáforas fazem um sentido absurdo quando trazemos para a realidade.

Vocês já assistiram Kung Fu Panda 3? O que acharam? Tem tantas reflexões que ficaram de fora da resenha… Como a relação de pai e filho e a sensação de pertença a um grupo, como a Vila Panda. Que tal refletirmos juntos nos comentários?! Ah! Se você gosta de jogos, voa pro site oficial do filme porque tem bastante coisa legal por lá!
Até a próxima! *Hoot-hoot*

Categoria:Resenhas
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comentários

1 comentário sobre “Filme: Kung Fu Panda 3 (2016) – Resenha de Cinema

  • 12 de março de 2016 em 19:18
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    Sou fã da série desde o 1° filme. Todos repletos de ensinamentos da tradição Zen e reflexões para uma conduta assertiva no cotidiano. Me sinto sempre alegre e leve com esta linha de filmes. Assistam!!!

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