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Filme: Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos (2016) |Resenha de Cinema

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Oiê pessoal! Assistimos Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos (Warcraft) e vim aqui compartilhar com vocês o que achei do filme! Se você ainda não assistiu, pode ler a resenha sem medo! Não vou estragar a surpresa! Aqui não tem spoilers.

 
Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos | Ficha Técnica
 

Poster nacional do filme Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos movie world of warcraft universal studios legendary pictures  blizzard entertainment brazil br brasilSinopse: A região de Azeroth sempre viveu em paz até a chegada dos guerreiros Orcs, liderados por Gul’dan (Daniel Wu), que faz uso da Vileza, uma magia verde que absorve a energia vital dos seres. O rei Llane (Dominic Cooper) solicita que o guerreiro Lothar (Travis Fimmel) e o mago aprendiz Khadgar (Ben Schnetzer) recorram ao Guardião (Ben Foster) para pedir proteção. Do outro lado o orc Durotan (Toby Kebbell) e a mestiça orquisa Garona (Paula Patton) consideram fazer um pacto com os humanos. Entre a luta contra a destruição e a luta contra a extinção inicia-se uma guerra em um mundo à beira da colisão.
Dirigido por: Duncan Jones
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia (123 min – 2D e 3D)
Classificação Indicativa: 12 anos
Lançamento: 02 de junho de 2016  | 10 de junho de 2016  

Blizzard Entertainment | Legendary Pictures | Universal Studios

 

Resenha | Opinião

 

Como disse na resenha de Angry Birds O Filme, eu sinceramente fico muito feliz quando vejo uma criação de outro universo invadir as telas de cinema. E ver um jogo revolucionário, que foi lançado há mais de 20 anos, ter seu próprio filme é especialmente empolgante! Principalmente por se tratar de um jogo que ainda hoje possui novas versões, atualizações, cartas colecionáveis, livros e jogos de tabuleiro como é o caso de Warcraft.

Poderia elencar os efeitos visuais, trilha sonora e demais aspectos técnicos cinematográficos que são encantadores no filme que retrata o Universo de Warcraft, mas aí não estaria fazendo o que mais gosto de fazer quando assisto um filme: refletir sobre as mensagens e os conceitos presentes nas entrelinhas de cada produção da sétima arte. Por isso minhas resenhas vão além do óbvio e procuram instigar o que há de mais profundo nos filmes.

Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos mostra um universo com seres mitológicos e lendários – também presentes em filmes como O Senhor dos Anéis e Harry Potter – convivendo ao mesmo tempo. Orcs e Humanos se enfrentam em busca de um bem maior: a sobrevivência de sua espécie. Mas, o que pode parecer um filme de guerra e ação violenta para alguns, na verdade revela muito mais reflexão do que vários filmes por aí.

Dentre as várias reflexões que esse longa-metragem causa, gostaria de destacar uma que fala sobre algo que o mundo carece hoje em dia: honra. É comum ouvirmos essa palavra quando o assunto é sobre nossos ancestrais ou ainda sobre a cultura oriental e suas várias histórias admiráveis. Mas, infelizmente, não conseguimos dar muitos exemplos de honra no nosso ciclo de amizades, por exemplo.

Um breve significado para a palavra honra é “princípio que leva alguém a ter uma conduta proba, virtuosa, corajosa, e que lhe permite gozar de bom conceito junto à sociedade”. Na prática isso significa agir de forma a não contrariar as normas e regras sociais. Seguir a lei, de certa forma, é um ato heroico, não é mesmo? Ainda mais quando vivemos em um país que parece beneficiar mais os que andam fora da linha do que os que de fato deveriam ser beneficiados por sua conduta honrosa. – refletimos um pouco sobre isso na resenha do filme Capitão América: Guerra Civil, lembram?

Mas em Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos vemos duas sociedades muito diferentes que possuem um mesmo princípio: a honra. E qual o objetivo de refletirmos sobre algo tão escasso no mundo hoje? Resposta simples: percebermos o quanto devemos resgatar essa palavra e seu conceito no nosso dia a dia.

Como bem mostra o filme, honra vai além de um líder ou guardião que dita regras, que usa a desculpa da tradição para tirar proveito próprio, que manipula os súditos para ganhar mais e mais poder independente das consequências disso para seu povo, que maquia leis e as usa apenas quando convém… Esse cenário lhe parece familiar?

Vivemos numa sociedade supostamente democrática que elege seus representantes políticos com o objetivo de fazer valer os direitos e os deveres de cada cidadão. Poucos de nós questionam e fiscalizam as ações do representante a fim de garantir que os interesses da sociedade sejam priorizados; Alguns de nós “lavam as mãos”, não fazem sua parte e resolvem dizer que toda a responsabilidade de uma vida melhor para a sociedade é inteiramente do representante político; Muitos de nós depositam toda a sua fé nesse político e acabam por idolatrar, venerar e endeusar esse representante como se fosse imaculado.

Eis um dos problemas que o filme de World of Warcraft aborda: jamais idolatre um guardião / representante político. Uma das frases de efeito que mais me tocaram foi “Guardião é só um nome. Os verdadeiros guardiões desse mundo são as próprias pessoas”. Isso é a pura verdade dos fatos. Quando você idolatra um ser, você tende a não enxergar o óbvio e procura negar contraditoriamente toda e cada ação suspeita desse indivíduo. Nós devemos ser nossos próprios guardiões! Aqueles que zelam pelos direitos e deveres de todos. Aqueles que fiscalizam seus representantes como um patrão fiscaliza seus funcionários, já que os representantes são funcionários do próprio povo. Aqueles que honram suas próprias palavras e que possuem muito mais do que mentiras e falsas verdades pra oferecer ao mundo.

Somos todos guardiões e os líderes políticos são nossos empregados. Não são melhores que ninguém, são apenas funcionários que conseguiram seu emprego graças ao povo que concedeu esse direito a eles. Graças ao povo que, após a “entrevista de emprego” – conhecida também por “promessas políticas” – concedeu o cargo a eles.

Se você acha que é “tarde demais pra desejar uma mudança como essa” ou que seria algo realmente utópico, pense nessa outra frase de efeito do filme: “a luz vem da escuridão e a escuridão da luz”. Quando estamos na luz, considerando tudo perfeito e com a “guarda baixa”, pode brotar daí a escuridão, as “laranjas podres” que, sem percebermos, podem envenenar todo o resto. Da mesma forma, quando estamos na escuridão, no “fundo do poço” ou perdendo a esperança, pode brotar a luz, provinda das palavras e das ações de cada um de nós em direção a uma situação melhor.

“A palavra convence, o exemplo arrasta” (Confúcio)

Não estou aqui dizendo que deveríamos ser extremistas e nos matarmos, literalmente, em prol de alguma coisa, mas que deveríamos lutar para que o nosso ideal fosse alcançado. Isso não é ser “otimista demais” ou “sonhadora ao extremo”. Isso é querer o mínimo que devemos ter e que podemos conquistar se nos unirmos, independente de nossas diferenças, e tivermos o mesmo objetivo: ser um povo honrado.

Eu amei Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos! Está mais que recomendando! É sensacional o modo como o filme nos envolve e mexe com cada emoção e sensação. Gostei ainda mais das reflexões profundas que o filme sugere, provando que filmes e jogos de ação podem ir além do apelo visual e contribuir, de fato, com mensagens e ideais mais do que relevantes para os seres humanos. 

Vocês já assistiram Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos? Gostaram? Eu torço muito para uma continuação! Vocês também gostariam de ver o filme Warcraft 2? Como sempre, tenho mais reflexões pra compartilhar com vocês sobre o filme… Que tal refletirmos juntos nos comentários? Ah! E se você quiser dar uma espiada em cenas do filme, voa pro site oficial!
Até a próxima! *Hoot-hoot*

Categoria:Resenhas
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| por Luciene Sans (Corujinha Lulu) às 07:10 do dia 7 de junho de 2016 |

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comentários

2 comentários sobre “Filme: Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos (2016) |Resenha de Cinema

  • 6 de dezembro de 2016 em 20:35
    Permalink

    Teriam como me disponibilizar um codigo do medivh no heartstone?

    Responder