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Filme: A Bela e a Fera (2017 – Live Action) | Resenha de Cinema

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Oiê pessoal! Assistimos A Bela e a Fera (Beauty and the Beast) e vim aqui compartilhar com vocês o que achei do filme! Se você ainda não assistiu, pode ler a resenha / reflexão sem medo! Não vou estragar a surpresa! Aqui não tem spoilers.

Gosta de A Bela e a Fera? Que tal conferir outros posts aqui no blog? Além de muita informação e curiosidade, tem tutorial Diy / Faça Você Mesmo com as Corujices da Lu e Receita De Bico Cheio! Voa conferir!

 
A Bela e a Fera (2017 – Live Action) | Ficha Técnica
 

Poster nacional do filme A Bela e a Fera (2017 - Live Action | Walt Disney Pictures) brasil brazil br ptSinopse: Adaptação live-action da clássica história de A Bela e a Fera (1991 – Disney). Bela (Emma Watson) mora em um vilarejo no interior da França e possui características e sonhos avançados para sua época. Seu pai Maurice (Kevin Kline) é inventor e, por vezes, chacota do vilarejo. Gaston (Luke Evans), o homem mais cobiçado do local, junto com seu amigo inseparável LeFou (Josh Gad) procuram conquistar Bela a se casar com Gaston. A vida pacata no vilarejo muda completamente quando Bela fica no lugar do pai como prisioneira de uma Fera (Dan Stevens) dentro de um castelo mágico que possui uma rosa encantada secreta.
Dirigido por: Bill Condon
Gênero: Fantasia, Família, Musical, Romance (134 min – 2D e 3D)
Classificação Indicativa: 10 anos
Lançamento: 16 de março de 2017  | 17 de março de 2017  

Walt Disney Pictures

 

Resenha | Opinião | Reflexão

 

Eu simplesmente adoro fazer resenhas que vão além do óbvio e da simples análise de aspectos técnicos cinematográficos. Gosto de refletir e buscar aquelas mensagens mais sutis que podem até passar despercebidas se não estivermos totalmente abertos a elas. A a análise que você está prestes a ler vai além da versão live action de A Bela e a Fera e passa a incluir a versão clássica também, já que abordam os mesmos assuntos.

Mas antes de adentrar nas minhas reflexões, preciso mencionar que essa versão live-action de A Bela e a Fera procurou ser bem fiel à história clássica – em desenho – da Disney, diferente da versão live action de A Bela Adormecida, que ficou intitulada como Malévola. Além de ser bem fiel à história, essa versão ainda acrescenta mais informações a respeito do passado da Bela e da Fera, sem contar novas músicas que foram incluídas e mais detalhes das personalidades dos personagens. Tudo isso, na minha opinião, somou positivamente ao filme, que impressiona com a riqueza de detalhes, efeitos especiais, trilha sonora e mais uma porção de aspectos técnicos que envolve a sétima arte.

Sempre que nos propomos assistir uma nova versão, independente de ser fiel ao clássico ou uma releitura dele, nós precisamos estar com a “mente aberta” para que não nos deixemos influenciar por conceitos prévios que possam surgir no nosso inconsciente. Essa dica vale ouro!

Eu assisti a versão dublada e senti uma sensação nostálgica muito gostosa por ouvir as músicas que marcaram minha infância! Mas estou louca pra assistir a versão legendada também para conferir a performance real dos atores!

Existem inúmeras reflexões que podemos fazer com a história de A Bela e a Fera. Podemos nos ater à personalidade da Bela que, ao meu ver, representa o real significado do “empoderamento feminino” que hoje em dia é muito discutido. E isso foi apresentado para nós em 1991, quando a versão clássica foi lançada! Mas, talvez, as pessoas não estivessem preparadas o suficiente para ver além de uma “simples princesa” encenando seu papel naquela época.

Bela tem uma personalidade sonhadora e é linda na visão de todos de seu vilarejo. Só que tem um detalhe a mais… Ela não é apenas amável e bela, ela também é inteligente, corajosa e não permite que o bullying afete negativamente sua vida, defendendo seu ideal até o fim, o que a torna um excelente exemplo de empoderamento feminino que nasceu no início da década de 90 – e que ficou ainda mais marcante na versão live action de 2017!

Com personalidade inquietante, Bela não espera as coisas simplesmente acontecerem. Ela quer e busca o diferente, o distante. Ela almeja sair de sua zona de conforto! Algo que para muitos de nós é extremamente difícil e é evitado a todo custo.

Mas gostaria de me aprofundar em outra reflexão além dessa. Inclusive, preciso sugerir que leia minha resenha sobre o filme que levou o Oscar 2017 de Melhor AnimaçãoZootopia, caso queira entender melhor meus pensamentos sobre bullying e porque cito isso como uma característica de empoderamento, seja ele feminino ou masculino!

Um dos temas mais discutidos na história de A Bela e a Fera, ora de forma sutil ora de forma mais escancarada, é sobre o pré julgamento que as pessoas tendem a fazer sobre as outras. Isso é debatido diversas vezes e de formas bem variadas. De início já temos o exemplo do Príncipe julgando pela aparência a moça que lhe pede asilo e essa “moral da história” chega pessoalmente até os nosso próprios sentimentos em relação à história e os pré julgamentos que já praticamos. Vou explicar melhor o que quero dizer!

Por vezes somos levados a avaliar coisas como “melhores ou piores” pela aparência que elas possuem. Essa é uma característica do ser humano e é algo, de certa forma, inerente a ele. Por exemplo, temos a tendência de avaliar uma roupa como boa ou ruim verificando se está nova ou velha em sua aparência ao invés de considerarmos o quão útil e confortável é para nós. Claro, que muitas vezes nos pegamos pensando nessas outras características, mas normalmente como argumento para corroborar com a decisão da roupa já estar ou não “gasta demais”. Isso é natural! Afinal de contas o ser humano é uma criatura sociável e “precisa se manter bem” perante seu grupo para que possa se sentir incluído socialmente.

Se pararmos pra refletir, agimos dessa maneira constantemente, independente do sujeito alvo de nossa observação ser um objeto ou uma pessoa. Julgamos o tempo todo previamente, pela primeira impressão, superficialmente, “aparentemente”… Facilmente usamos o adjetivo “linda / lindo” para designar algo ou alguém que nos agrada visualmente e não para algo ou alguém que nos encanta por sua essência e seu modo de ser. Afinal de contas é necessário ter mais convivência para avaliar da segunda maneira! Então já nos precipitamos e julgamos linda qualquer coisa ou pessoa que nos chame atenção logo de cara, pelo aparência.

Como mencionei antes, isso acaba sendo algo “natural”, uma prática comumente aceitável entre os seres humanos. Porém, algumas vezes podemos acabar exagerando em nossos pré julgamentos, atraindo grandes problemas para nossa vida, assim como, metaforicamente falando, o Príncipe que se tornou Fera.

Vários personagens da história, como Bela, Fera, Maurice, Gastão / Gaston e LeFou possuem momentos, sejam eles diretos ou indiretos, relacionados a essa questão de “pré julgamento”. Bela sofre com as pessoas do Vilarejo; Fera faz acusações pelas aparências; Maurice é chamado de louco; Gastão / Gaston julga a Bela, a Fera e a si mesmo pela fisionomia; e LeFou admira alguém que ele, na verdade, idealizou.

De todos os exemplos de “pré julgamento” que são apresentados pela trama, opto por citar uma frase de efeito dita na versão live action por Madame Samovar à Fera quando ele acusou Bela de ser digna de desprezo já que Maurice roubou uma rosa: “não se pode julgar alguém pelo o que seus pais são / fazem”.

Pra mim, essa frase resume muito bem algumas problemáticas que enfrentamos na vida real atualmente e que vão além de um “simples” julgamento de roupa, objeto e beleza exterior das pessoas, como as “punições” / “remediações” que são aplicadas nas novas gerações devido a erros cometidos por outras pessoas no passado. – falei mais sobre a história de julgar o passado com o olhar do presente e de punir o presente por causa do que foi feito no passado em uma outra reflexão. Lá cito acontecimentos históricos que podem ajudar a entender melhor o assunto ao que me refiro.

Resumidamente, que tal refletirmos mais antes de julgarmos precipitadamente soluções de problemas, pessoas e coisas? Essa é uma das mensagens que sinto sempre que lembro da história de A Bela e a Fera. Talvez, agindo dessa maneira, possamos evitar criar e alimentar um monstro dentro de nós.
 

 

Eu amei A Bela e a Fera (versão live-action)! Está mais que recomendando! Um excelente filme para a família toda que vai encantar e aflorar os sentimentos de adultos e crianças.

Vocês já assistiram essa versão de A Bela e a Fera? Gostaram? Como sempre, tenho mais reflexões pra compartilhar com vocês sobre o filme… Que tal refletirmos juntos nos comentários?
Até a próxima! *Hoot-hoot*

Categoria:Resenhas
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