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Samoieda Misty ainda bebezinha | ©CorujinhaLulu.comOlá pessoal!

Pra continuar o post sobe “Origem e Difusão do Samoieda”, vim trazer mais informações sobre a raça da minha Mistyque está fofíssima na foto ao lado – que pertencia ao antigo blog! Espero que gostem:

Excelente cão de companhia, fiel e leal ao seu dono somado a um dos adjetivos mais utilizados pelos criadores para o definir: “aristocrático”. Isso se deve ao comportamento e à aparência dos Samoiedas! Afinal, eles se comportam de modo romântico e, ao mesmo tempo, glamouroso e charmoso, com meigos olhos amendoados e, principalmente, com seu sorriso tão característico à raça. Não é a toa que ele é conhecido por ser “o cão que sorri“. 

Características

Mas além de seu aspecto risonho, ocasionado por seus lábios levemente curvados para cima, os Samoiedas apresentam ainda mais aspectos: são dóceis, alegres, amistosos, enérgicos e protetores.  São felizes como cão de trabalho, em plena ação no clima polar, ou como membro da família deitados na sala de um país com clima tropical. Graças ao seu temperamento calmo e amável, é excelente para ser usado em cinoterapia (terapia com cães – muito utilizada como terapia para crianças com problemas psicológicos, de relacionamento social ou com distúrbios de aprendizagem).

Sua pelagem impressiona pela beleza e presença. Podendo ser branca, creme ou “biscoito”, contrasta significamente com o o nariz, lábios e contorno dos olhos muito escuros. As orelhas são eretas com extremidade arredondada. Já a cauda repousa curvada sobre o dorso e o modo elegante e galanteador como o Samoieda se movimenta chama  a atenção de qualquer um!

Os machos e as fêmeas não possuem diferenças de temperamento e de comportamento, apenas físicas: o macho possui juba mais espessa e costuma ser maior.

Algumas dessas características citadas podem ser explicadas pela localização que a raça surgiu. Como explicado no post sobre “Origem e Difusão do Samoieda”, os Samoiedas são provenientes da Sibéria, região muito fria, e isso influenciou uma série de fatores como:

* Pelagem: dupla, composta pelo sub-pelo lanoso, denso e macio e pelo pêlo externo longo, mais áspero, responsável por repelir terra, gelo e água, fazendo com que a neve não penetre em sua pele, evitando lesões e qualquer tipo de dano. O Samoieda é a única raça do mundo que não possui cheiro de cão, pois sua pelagem é isenta de glândulas subcutâneas, que responsáveis por exalar o odor característico. A pelagem é composta por uma oleosidade impermeabilizante que impede a fixação da sujeira e, por isso, deve-se evitar banhos excessivos, até em clima quente, para que o pêlo não perca essa oleosidade nem venha a ser atacado por fungos e problemas de pele. Para manter a saúde de sua pelagem, devem ser realizadas escovações periódicas. Não há porquê se preocupar com a adaptabilidade do seu pêlo no clima tropical! Na verdade a pelagem funciona como um isolante térmico, mantendo a temperatura ideal para o cão, além de proteger sua pele, e nunca irá prejudicar sua saúde. Por isso não se deve tosá-lo.

* Olhos: profundos, protegido pelas pálpebras pretas e de forma amendoada fazem com que o efeito do brilho da neve seja reduzido, facilitando seus afazeres de caça, pastoreio e trenó durante os longos períodos de frio intenso na Sibéria;

* Pés: como se fossem raquetes de neve, têm os dedos estendido para fora com uma quantidade muito densa de pêlo entre as almofadas dos dedos. Essa característica ajuda a prevenir o acúmulo de gelo na região, evitando uma possível dificuldade de locomoção em regiões gélidas, já que este pêlo colabora para que o cão tenha a tração necessária em superfícies escorregadias. Esta é a única região que possui algum odor, servindo, na verdade, para ajudar a trilhar e demarcar o caminho percorrido.

* Cauda: curvada, mantendo o quadril aquecido, também serve para cobrir o focinho durante as nevascas e o tempo muito frio, o que faz com que adquira uma função de um pré-filtro, aquecendo e umidificando o ar durante o movimento inspiratório.

* Ossatura: sua caixa torácica é larga, demonstrando a grande capacidade pulmonar da raça; seu peito em forma de “V” indica o suporte necessário para sua forte musculatura; seu esqueleto, muito mais pesado do que o habitual para um cão do mesmo porte, dá possibilidade para que ele tenha força para locomover cargas pesadas, sendo ágil e rápido, ao mesmo tempo.

Comportamento

Quanto ao comportamento e ao temperamento do Samoieda, a docilidade é uma característica fundamental, tanto que os cães dessa raça que demonstram agressividade são desqualificados nas exposições, seguindo o padrão da CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia). Além disso, é um cão muito apegado ao dono e reclamam por carinho e atenção. Gostam, assim como em sua origem, de participar ativamente da vida familiar e prefere sempre acompanhar a atividade do seu dono.

Não é destruidor, mas seu instinto caçador e aventureiro pode ocasionar latidos constantes, perseguições a gatos e “escavações” pelo quintal, principalmente quando é negligenciado. Se for acostumado desde filhote com outros animais (inclusive pássaros e gatos), aprende a aceitá-los como parte da família. Em relação a outros cães, os Samoiedas convivem bem, já que são originalmente cães de matilha, mas tendem a disputar a liderança com cão do mesmo sexo que tenha temperamento forte. Já com crianças sua adaptação é perfeita, sendo considerado um cão de excelente companhia na infância e também para idosos.

O Samoieda alerta seu dono a qualquer sinal de ruídos, animais, pessoas e acontecimentos estranhos. No entanto, como seu latido é bastante peculiar, assemelhando-se aos uivos de outros cães nórdicos, isso pode se tornar um problema se não for controlado desde a infância. Apesar de alertar com seu latido, muitos criadores afirmam que o Samoieda é bastante sociável e costuma ser carinhoso com pessoas estranhas que são apresentadas pelo dono, o que pode dificultar sua eficácia como cão de guarda.

Outro ponto que deve ser atentado é seu instinto de explorador, que pode levá-lo a se distanciar com facilidade. Por isso são recomendados passeios apenas com guia, além de muros altos e portões fechados a fim de evitar uma “fuga” indesejada.

Os Samoiedas são indicados como cachorros para apartamento, desde que faça exercícios (passeios) regularmente! Isso porquê o Samoieda se adapta facilmente. Apesar de ser definido como um cão de média atividade, é cheio de energia, o que significa que não se cansa facilmente. É extremamente curioso e gosta muito de brincar.

Por ser um cão muito inteligente, aprende com facilidade, mas precisa estar interessado para ser ensinado senão desviará a atenção, como geralmente acontece com outros cães. Segundo Stanley Coren, autor do livro “A Inteligência dos Cães” (que se baseia na inteligência de obediência e trabalho, e não na inteligência instintiva dos cães), o Samoieda é um cão acima da média e apresenta resultados mais que satisfatórios.

O que acharam dessa raça agora que a conhecem um pouco melhor? Gostariam de ter um Samoieda pra vocês? Eu sou suspeita pra falar, mas digo que é uma “cãopanhia” perfeita! ♥ Deixem seus comentários aqui pra mim!
Até a próxima! *Hoot-hoot*

Categoria:Pets
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| por Luciene Sans (Corujinha Lulu) às 02:53 do dia 28 de agosto de 2014 |

Luciene Sans -    
Jornalista que ama compartilhar tudo o que faz sentido em sua vida: gostos, experiências e criações. Fundadora do blog Corujinha Lulu.

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"Fable Anniversary" - Xbox 360

Olá pessoal!

Nesses últimos dias andei jogando “Fable Anniversary” e fiquei com muita vontade de fazer um gameplay pra vocês! Esse jogo é sensacional!! A história é super envolvente, os personagens cativantes e engraçados, os vilões botam um medo danado e os cenários são cheios de mistério! É realmente uma aventura incrível se deixar levar por esse game!

“Fable” é uma série para Xbox que começou em 2004. Trata-se de um RPG bem livre, que permite até a escolha entre o bem e o mal! Exatamente, você pode fazer seu Herói seguir o caminho obscuro das trevas ou o caminho cheio de luz dos deuses. Cada ação que você decide tomar influencia todo o rumo do jogo e leva o personagem principal a enfrentar as consequências de seus atos.

“Fable Anniversary” é um remake desse primeiro jogo em comemoração aos 10 anos bem sucedidos da série da Lionhead Studios. Existem alguns detalhes que incomodam um pouco a jogabilidade, principalmente durante as batalhas e as telas de loading, mas, na minha opinião, os pontos positivos compensam demais esses detalhes.

Fable Anniversary - Xbox 360

Ah! Claro! Não podia deixar de comentar o uso do SmartGlass! Ele é um aplicativo que você pode baixar no seu celular ou tablet e ele interage com o jogo de uma maneira bem interessante: dá pra ver os mapas de Albion, a posição que seu Herói está, o inventário, localização de alguns pontos importantes como as Demon Doors… – nossa! Acho que esse game rende um post gigante só pra explicar a história e a mitologia que o envolvem, o que acham?


No game você controla o Herói – no “Fable III”, por exemplo, você pode escolher entre um Herói e uma Heroína, mas isso não acontece no “Fable Anniversary” – e acompanha sua vida desde a infância, o que faz com que você se envolva completamente com os momentos trágicos do destino dele. Com o passar da história, você vai explorando toda a região até então desconhecida ao redor da Guilda dos Heróis. Enfim, você passa a enfrentar uma série de missões que muitas vezes exigem mais do que habilidade do jogador com os controles porque tem muito raciocínio e puzzle também! E o melhor é que tem legenda em português! Isso realmente importa porque em alguns momentos não dá para controlar a velocidade dos diálogos e com a legenda você não perde nenhum detalhe! – a não ser pelas falar aleatórias que não são dubladas ou legendas, mas que dão muito charme ao game, seja pelos comentários engraçados ou até mesmo ousados, seja pela contextualização nos momentos mais tensos do game.

Dica: para os veteranos da série que já jogaram “Fable II”, jogar “Fable Anniversary” é uma excelente oportunidade para conhecer como eram as cidades anos antes da aventura que envolve o segundo game. E, para os que ainda não jogaram, é um ótimo convite para que conheçam o jogo posterior dessa série. 

O game também tem interações mais rotineiras e comuns que nos fazem criar um laço de identidade bem grande, como o fato de poder cortar cabelo, fazer tatuagem, comprar imóveis e alugá-los e até mesmo se casar!

Sempre me fascinei por jogos que permitem uma certa liberdade na tomada de decisões ou de ações. Fable realmente me cativou, assim como a magnífica série Zelda da Nintendo. Vocês já jogaram algum game do Fable? Gostaram? E o que acharam do “Fable Anniversary”, esse remake lançado em abril de 2014, hein?? Contem pra mim!
Até a próxima! *Hoot-hoot*

Categoria:Games
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Samoieda Misty cachorro cachorra cadela cão | ©CorujinhaLulu.com
Olá pessoal!

Depois que a Misty entrou em nossas vidas, muitas pessoas demonstraram interesse sobre a raça dela. Os Samoiedas ainda não são tão difundidos no Brasil como outras raças do mesmo grupo (Husky Siberiano, por exemplo) e por isso eu e o meu marido pesquisamos e fizemos um artigo explicando sobre a Origem e a Difusão dos Samoiedas no nosso antigo blog. Como foi um dos artigos mais visualizados, resolvi colocar aqui pra vocês conhecerem ou reverem, caso vocês tenham visitado o blog anterior!

Para começar vamos falar brevemente sobre sua Origem e, posteriormente, sua difusão até o Brasil. Existem muitos detalhes sobre esse lindo cão da Sibéria!

O Samoieda é uma raça primitiva, isso significa que é uma raça que tem o caráter das primeiras eras, uma das mais antigas raças que se tem conhecimento, datando de milhares de anos antes de Cristo. Sua continuidade se deve, principalmente, a três países: Rússia (Sibéria), Inglaterra e Estados Unidos.

SIBÉRIA

Região do Rio Yenisei
Região do Rio Yenisei

Os primeiros cães dessa raça foram criados pelas tribos nômades chamadas “Samoyedos“, que habitavam as planícies (“estepes”, caracterizadas pela ausência de árvores de grande porte) da Sibéria ártica (região que se assemelha ao “pampa” sul-americano).  A região que estas tribos ocupavam se estendia desde o mar Branco até o rio Yenisei (Ienissei), ou seja, do norte até a parte central da Sibéria.

Não se deixe enganar pela região “norte” porque, nós brasileiros fazemos referência à região quente, porém o norte da Sibéria (que fica inteiramente na parte asiática da Rússia) é extremamente frio, com clima que varia do polar para continental. É na Sibéria, inclusive, que se encontra a região permanentemente habitada que possui o recorde de temperatura mais baixa do mundo.

Agora que já nos localizamos geograficamente, vamos voltar à história: os “Samoyedos” (ou “Samoiedos”) criavam cães chamados “Bjelkier” (leia-se, bielker), que significa “cão branco que se reproduz branco”. Já os Russos chamavam de “Voinaika“, que significa liderança ou cão de guerra. As pessoas dessa tribo tinham estatura baixa, eram muito simpáticas, sociáveis, calmas e bondosas, tratavam muito bem seus cães e não permitiam que eles cruzassem com lobos ou com os cães de outras tribos, fato que contribuiu para a fixação de características que foram preservadas até hoje.

Família Samoiedo, foto sem data
Família Samoiedo, foto sem data.

Uma das principais funções dos cães Bjelkier na tribo era servir ao pastoreio, escoltando os rebanhos de renas (caribu), mas eles faziam muito mais, como caçar, puxar trenós e, afetuosamente, aquecer as pessoas.

A quesito de curiosidade, cães como o Husky Siberiano também foram criados
em tribos e eram utilizados para finalidades parecidas com as dos Samoiedas
 


Os cães dos Samoiedos faziam parte do convívio familiar dos membros da tribo e eram tratados com muito respeito. Diferentes deles, algumas tribos usavam cães durante a época de trabalho, normalmente verão, e, quando não usados, os cães tinham que cuidar de si mesmos… Os Samoiedos eram o oposto: cuidavam com carinho de seus cães, não importava a ocasião. Tinham uma ligação forte, comandavam os cães utilizando a voz e confiam suas casas (chooms) a eles, já que alguns eram utilizados para vigiar o acampamento. Além disso, a tribo confiava suas crianças aos amados cães, já que muitas vezes eles adentravam nas casas para servir de aquecedor para a família, principalmente para crianças e idosos.

Como se não bastasse tanta consideração da tribo para com seus fiéis companheiros, os Samoiedos cuidavam e respeitavam a condição física de seus cães, ordenando posto de trabalho para cada cão de acordo com sua idade e estado de saúde: os maiores e mais fortes puxavam trenós para transporte ou caçavam; outros cuidavam dos rebanhos, vigiavam e brincavam com as crianças. Os mais velhos eram dispensados do trabalho, assim como as cadelas que estavam prenhas ou amamentando seus filhotinhos. Por conta desse tratamento, foram criados laços fortes entre a tribo e seus cães. Eram muito apegados uns aos outros.

No século XVIII, os russos iniciaram a exploração da Sibéria e tomaram contato com os adoráveis Bjelkiers. Os atributos, a personalidade e a beleza exuberante cativaram a família do Czar, que ofereceu proteção à tribo, recebendo em troca, muito raramente, um exemplar de samoieda para algum membro da nobreza europeia.

AS EXPEDIÇÕES

Fridtjof Nansen (1861-1930)
Fridtjof Nansen (1861-1930)
O Ocidente tomou conhecimento do Samoieda por meio do cientista e aventureiro explorador Fridtjof Wedel-Jarlsberg Nansen, ganhador do prêmio Nobel da Paz de 1922. Este destemido norueguês foi o precursor da primeira expedição polar norueguesa e conseguiu, com êxito, aproximar-se do Pólo Norte mais do que qualquer ser humano até então, mesmo com toda a incredulidade que enfrentou na época.
Nansen, em sua primeira expedição, levou 40 cães Bjelkiers, pois os amados companheiros dos nômades asiáticos possuíam uma reputação inabalável, tanto por seu porte físico quanto por seu comportamento para com os humanos. Nansen adquiriu-os por meio do russo Alexander Trondheim, responsável por conseguir exemplares para a família Czar. A esta altura os russos denominaram a tribo dos famosos cães de “Samoyede“, que significa “auto-suficiente”, já que se encontrava isolada.

A reputação que os Bjelkiers adquiriram na expedição de Nansen foi criada pelo próprio aventureiro ao passo que relatou seu feito, ainda não conquistado por outro homem, a outros exploradores. Assim,  grande parte das expedições ao Antártico e Ártico foram influenciadas pelo comportamento heroico dos cães. Apesar da grande importância desses corajosos animais, nenhuma homenagem foi prestada a eles. Além disso, brutalidades eram acometidas o tempo todo durante as expedições, afinal, os exploradores não tinham a mesma intenção e o mesmo cuidado e carinho pelos cães como a tribo dos Samoiedos tinha para com eles.

  

INGLATERRA

Ernest Kilburn Scott e Sabarka
Ernest Kilburn Scott e Sabarka
Apesar da expedição de Nansen ter levado um pouco de informação sobre os destemidos cães Bjelkiers ao Ocidente, foi o cientista inglês chamado Ernest Kilburn-Scott que colaborou grandiosamente e foi o responsável pela apresentação e difusão da raça para a outra parte do mundo. Membro da Royal Zoological Society, este cientista-zoólogo realizou uma série de viagens por toda a região de origem destes cães, convivendo com eles em condições climáticas extremas para poder observá-los.

Em 1889, Kilburn-Scott realizou uma viagem a Archangel. Foi lá que viu um cão com o qual se encantou e sensibilizou, pois ele seria sacrificado num ritual religioso. Ernest negociou o cachorrinho com a tribo, oferecendo alguns de seus pertences. Assim, quando regressou à Inglaterra, o primeiro samoieda inserido naquele país foi nomeado “Sabarka“, que em russo significa “o mais gordo”.

Uma curiosidade à respeito da pelagem: os samoiedas utilizados nas explorações dos aventureiros que foram adquiridos de tribos localizadas mais ao lado ocidental da Sibéria eram, normalmente, de cores preto ou castanho (chocolate). Sabarka, como se observa na foto ao lado, tinha uma pelagem mais escura. Entretanto, o já mencionado Alexander Trontheim, russo responsável pela escolha dos cães que eram presenteados aos nobres, comprava-os nas tribos que habitavam o noroeste da Sibéria, que só possuíam cães de cor creme, branco e biscoito, únicas cores aceitas pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), cujo documento do padrão oficial da raça especifica “cor: branco puro, creme ou branco com biscoito (a cor de fundo deve ser branca  com ligeiras marcas biscoito). Jamais deve dar  a impressão de ser bege”.

Com o tempo, Ernest Kilburn-Scott adquiriu mais Bjelkiers e, nos anos que se seguiram, fundou o canil “Farningham Kennel” e iniciou uma criação seletiva a fim de estabelecer o padrão da raça, apresentando-os em exposições e dando continuidade a seus estudos. Em 1901, do acasalamento de Whitey Petchora com Musti (de cor branco-neve) nasceu, pela primeira vez na Inglaterra, filhotes totalmente brancos. Finalmente, em 1909, Ernest decidiu mudar o nome “Bjelkier” para “Samoyede”, homenageando as tribos que iniciaram sua criação. Foi assim que se iniciou o “Samoyede Club“.

O Kennel Club, em 1912, aceitou o nome que passou a ser oficialmente a designação dos Bjelkiers fora da Sibéria, reconhecendo os “Samoyede” como uma raça distinta. Onze anos depois (em 1923), o Kennel Club retirou o último “e” do nome, alterando o nome oficial para “Samoyed“, que é utilizado até os dias de hoje.

Mais uma curiosidade, dessa vez a respeito do nome: a pronuncia correta em inglês ignora o som “oy”, porque não existe na língua nativa. Portanto, deve-se ler “sammy-yed”. Esta é a razão dos aficionados pela raça apelidarem esses cães de “sammy” / “sammies”. Ouça a pronúncia correta no player abaixo:

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ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

A vinda dos Samoyeds (nossos “Samoiedas”) para a América do Norte aconteceu de um forma inusitada por meio da princesa de Montyglyon, Mercy d’Argentau.

Mercy, princesa hereditária do Sacro Império Romano, estava apresentando alguns de seus cães (dentre as várias raças que possuía estão Collie, Chow-Chow e Cocker Spaniel) em um “Dog Show” na Rússia, mais precisamente em St. Petersburg no ano de 1902. Ela se derreteu por um belíssimo cão branco que a seguia. O nome dele era Moustan e Grão Duque Michael, irmão do Czar Nicholas II, era seu proprietário.

Grand Duke Mikhail Alexandrovich Romanov
Grand Duke Mikhail Alexandrovich Romanov

Existem relatos que afirmam que “Grand Duque” presenciou a cena e disse à princesa que Moustan parecia encantando por ela. Prontamente a princesa respondeu que pagaria o que fosse para ter um cão como aquele, mas que sabia que ele não estava à venda. Dias depois, quando a princesa entrou no comboio que a levaria de volta à Bélgica, encontrou uma grande cesta enfeitada com muitas orquídeas e rosas. Por entre as flores, uma cabeça peluda e branquinha. Era Moustan! Tinha com ele um cartão, preso em sua coleira, que dizia: “Moustan não está à venda. Nenhum preço poderia ser pago por ele, mas muito honrados ficaríamos os dois, se o aceitasse”. Após dois anos, em 1904, Mercy d’Argentau se mudou para os Estados Unidos da América e levou consigo Moustan e três outros Samoiedas que havia adquirido. Moustan, que já era um grande campeão russo, passou a participar das exposições caninas americanas. Ele foi o primeiro cão da raça Samoieda a ser registrado no American Kennel Club (AKC), fato ocorrido em 1906. Depois de alguns anos, em 1923, foi criado o “Samoyed Club of America” em New York.

RESULTADO

Entra aqui um detalhe importante. A chegada dos Samoiedas à Inglaterra e posteriormente aos Estados Unidos acabaram por colaborar para que dois tipos morfologicamente diferentes de Samoiedas se desenvolvessem naturalmente por conta da mudança de finalidade para o cão. Kilburn-Scott os denominou de “tipo urso” e “tipo lobo”.

Os ingleses se deixaram seduzir pela beleza e pelo temperamento afável destes cães e os converteram em cães de companhia, afinal já havia outras raças que ajudavam a cumprir as necessidades de trabalho dos ingleses. Em contrapartida, os norte-americanos viram no Samoieda, primeiramente, um excelente cão de trabalho e, em segundo lugar, um cão de companhia / exposições.

O resultado disso: o “tipo urso” (inglês) é um pouco menor em relação ao “tipo lobo”, sendo compacto, com pelagem abundante mas, normalmente, com pouco volume. A cabeça é rigorosamente cônica, as orelhas são menores e mais distanciadas. Seu movimento é mais compacto, causando, muitas vezes, falta de credibilidade em sua capacidade de puxar trenó.

Já o “tipo lobo” (americano), possui estrutura mais robusta e potente, com movimento gracioso. A textura de sua pelagem é mais dura. As orelhas são mais próximas e o focinho é maior em comprimento. O crânio é mais estreito, ocasionando na cabeça menos cônica.

Samoiedas

Enquanto os Samoiedas encontraram grandes protetores nesses dois países, eles quase foram dizimados em seu país de origem, a Rússia. Com a saída do Czar e a entrada dos comunistas ao poder, em Moscou tinha chegado a tão modificadora revolução industrial. Os cães de trenó passaram a simbolizar um passado primitivo e que deveria ser esquecido para ser substituídos por motores e veículos.

Muitos cães foram abatidos cruelmente por toda a Rússia. Mas, por sorte, graças à vastidão, ao frio extremo e à dificuldade de acesso aos territórios localizados mais ao norte, algumas regiões conseguiram escapar dessa inescrupulosa ação.

Após a Primeira Guerra Mundial, as importações dos Samoiedas diminuíram bruscamente e não influenciaram significativamente o desenvolvimento da raça no ocidente. Alguns historiadores afirmam que todos os Samoiedas de hoje são descendentes de 12 exemplares importados antes de 1914. Todos eles estavam sob posse de criadores ingleses. Vários eram veteranos das expedições polares, alguns eram de criadores ingleses e os outros foram fornecidos por Alexander Trontheim.

BRASIL

“Mas como essa raça de tão longe chegou ao Brasil?” – vocês devem estar se perguntando… Eis a resposta: foi graças ao Sr. Werner Degenhardt, que introduziu os Samoiedas no nosso país em 1975 e passou a difundi-los desde então. Werner fundou “Bjelkiers Kennel”, em São Paulo, que foi o primeiro canil de Samoiedas a ser registrado no Brasil.

Nanook e Freya foram os primeiros Samoiedas de Werner a acasalarem e terem os primeiros filhotinhos do Bjelkiers Kennel nascidos em solo brasileiro! Ah! O nome do canil faz referência à denominação dada aos Samoiedas pelas tribos que os criavam na Sibéria, lembram do início do post?

Os cães de Degenhardt recebiam muitos prêmios e chamavam muita atenção nas exposições de cães! Assim, esses sorridentes ursinhos brancos foram ficando cada vez mais conhecidos no Brasil e cativando mais e mais pessoas! Até que outros canis foram sendo criados com a intenção de incentivar e propagar a raça no nosso país!

“World Dog Show 2004″ teve a
participação
de mais de dois mil
cães das mais variadas raças.

Um exemplo foi a médica veterinária Isabella Abritta, proprietária de Frost que, a partir de 1993, foi vencedor de várias finais de exposições. Outro marco importante aconteceu em 2004, dessa vez com a fêmea brasileira Belle Jushka do Les Amis. Ela foi Campeã Mundial, dentre as mais de 40 Samoiedas provenientes dos mais variados países, na competição “World Dog Show” que aconteceu no Rio de Janeiro. Este evento é realizado todo ano e tem países-sede diferentes em cada edição! Antes de 2004, o “World Dog Show” tinha acontecido no Brasil só em 1972.

Infelizmente em 2006 o Sr. Werner Degenhardt faleceu… Mas ele deixou uma grande herança por aqui! E cada vez ela cresce mais!! Antes, a criação dos Samoiedas era concentrada em São Paulo e, aos poucos, foi se espalhando… Hoje, há canis em vários estados do Brasil!

Existem muitas citações em sites estrangeiros falando sobre os Samoiedas brasileiros! Seja como menção à premiações ou até mesmo comentários de pessoas contanto que adquiriram Samoiedas importados do Brasil! Que orgulho, não?!

Gostaram de conhecer um pouco mais sobre a história dos ancestrais da nossa Misty? Temos mais posts que produzimos para o antigo blog e que, aos poucos, vamos liberando aqui pra vocês! – vão entender inclusive porque eles são chamados de “cão que sorri“! – O que acharam da raça? Já conheciam?! Ficaram com vontade de abraçar um? Quando vi uma foto pela primeira vez morri de vontade de agarrar! Contem aqui pra mim!
Até a próxima! *Hoot-hoot*

Categoria:Pets
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| por Luciene Sans (Corujinha Lulu) às 02:55 do dia 25 de agosto de 2014 |

Luciene Sans -    
Jornalista que ama compartilhar tudo o que faz sentido em sua vida: gostos, experiências e criações. Fundadora do blog Corujinha Lulu.

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Donatello, Leonardo, Raphael e Michelangelo: As Tartarugas Ninja (Ninja Turtles)

Olá pessoal!!

Quem aqui adora as tartarugas mais ninjas e adolescentes do mundo? Há uns dias fui assistir “As Tartarugas Ninja” (Teenage Mutant Ninja Turtles) e quero compartilhar com vocês minhas impressões sobre o filme! Não se preocupem que não vou estragar a surpresa pra quem ainda não viu! Podem ler sem medo!


Ficha Técnica:



Sinopse: Afetados por uma substância radioativa, quatro tartarugas e um rato crescem anormalmente e adquirem força e conhecimento. Eles vivem nos esgotos de Manhattan, EUA, onde o sensei, Mestre Splinter, treinou Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello na arte do kung-fu para enfrentar o Clã do Pé, que aterroriza a cidade.

Dirigido por: Jonathan Liebesman

Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica (101 min -2D e 3D)


Classificação Indicativa: 12 anos
Lançamento: 14 de agosto de 2014  | 03 de agosto de 2014 

 Nickelodeon Movies | distribuição: Paramount Pictures




Resenha | Opinião


Eu achei muito emocionante rever esses personagens que ocupavam um lugar muito especial em meu coração quando eu era pequena! Adorava jogar os games e tinha uma preferência pelo Michelangelo porque adorava o jeito engraçado dele. Ao assistir em 3D no cinema, aquele mundo da infância surgiu como um passe de mágica!
Mas, apesar de ter ficado muito contente ao terminar de ver, confesso que eu senti um certo vazio que estava me incomodando. Depois de pensar a respeito, cheguei à conclusão: senti muita falta de uma participação mais relevante do Leonardo! Sim, existe participação das quatro tartarugas, cada uma com o seu jeito: Raphael teimoso, Michelangelo engraçado, Donatello rei da bugiganguice e Leonardo… Que deveria ser o líder. Digo deveria porque o filme apenas menciona isso, nas falas e nas conversas dos personagens, mas na realidade não senti isso sendo transmitido para quem estava acompanhando a trama.
Deu a impressão de que o Raphael, com seu temperamento mais forte, ocultou a imagem do Leonardo. Entendo que isso possa ter sido proposital, mas realmente achei que deveriam ter investido mais no líder. Apesar disso o filme rendeu muitas risadas e muitos momentos incríveis de ação!

Dica: em algumas cenas a sensação do 3D é tão incrível que
me peguei abaixando a cabeça pra não ser “atingida” por alguns objetos!
 


Então, para não falar só dessa sensação “de vazio” que eu senti, quero deixar muito bem registrada a minha satisfação por ver esses heróis numa telona! E, apesar de ainda adorar o Michelangelo com suas palhaçadas, o Donatello conquistou um lugar reservado no quesito preferidos! Me identifiquei tanto com ele! Engraçado rever coisas da infância porque a gente passa a ver mais características e mais detalhes que antes não dava importância! – só pra constar aqui, a tartaruga que usa a máscara azul é o Leonardo, a vermelha é o Raphael, roxa o Donatello e laranja o Michelangelo.
Quem ainda não viu, corre assistir nos cinemas e se prepare para dar muita risada – de verdade! – além de correr o risco de prender a respiração em vários momentos – principalmente quando aparece o Destruidor em suas cenas de luta!
Alguém aqui já assistiu? Gostaram?! Qual é a Tartaruga Ninja preferida de vocês? Contem pra mim!
Até a próxima!! *Hoot-hoot*
Categoria:Resenhas
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| por Luciene Sans (Corujinha Lulu) às 02:52 do dia 22 de agosto de 2014 |

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Misty usando vestido floral vermelho e lacinho | ©CorujinhaLulu.com
Olá pessoal!!
Sim! Inaugurei, junto com a minha linda samoiedinha, a seção Look Pet do Dia!! Nossos bichinhos também merecem um dia de glamour não é? E como eles gostam disso! A minha fofíssima estava tão alegre que não escondeu o sorriso pra foto! 

Ela ainda era bem pequenininha e por isso não queria gastar muito numa roupinha que iria deixar de servir nela dali alguns meses – ou melhor, dias! – Foi então que começou a caçada por um look fofinho, que coubesse nela e que não fosse absurdamente caro, como já vi muito por aí! E foi no lugar menos esperado que eu encontrei!

Despretensiosamente estava com o maridão no supermercado para fazer as compras rotineiras quando dei de cara com a seção para animais de estimação completamente reformulada. Fui me aproximando sem segundas intenções… Até que vi esse vestidinho lindo, cheio de florzinhas, libélulas e arvorezinhas. Meio receosa me aproximei, afinal até nos supermercados os apetrechos para pets são bem caros.
Destalhes do vestidinho floral vermelho da Misty - © Corujinha Lulu
Mas a alegria tomou conta de mim! O lindo vestido, que numa olhadela rápida me fez ter certeza que caberia na Misty, estava na promoção e era a última peça. Não tive dúvidas, agarrei a roupinha e coloquei no carrinho. Na passada vi um lindo lacinho vermelho que combinava muito, até tinha detalhezinhos brancos como o vestido, e peguei para compor o look que apresento a vocês hoje! – particularmente acho linda a combinação de cor mais viva e alegre quando seu pet tem pelo clarinho como o da minha!
O melhor de tudo é que deu pra deixar nossa cachorrinha super estilosa e meiga sem gastar muito! O total foi menor que R$15,00. O que vocês acharam da super modelo Misty? Curtiram o visual dela? Comentem aqui pra mim!!
Até a próxima! *Hoot-hoot*

Misty está usando:
Vestido Floral vermelho | Lacinho vermelho e branco Supermercado BIG / Walmart 

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| por Luciene Sans (Corujinha Lulu) às 02:49 do dia 21 de agosto de 2014 |

Luciene Sans -    
Jornalista que ama compartilhar tudo o que faz sentido em sua vida: gostos, experiências e criações. Fundadora do blog Corujinha Lulu.

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