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Filme: O Bom Dinossauro (2015 / 2016) – Resenha de Cinema

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Oiê pessoal! Assistimos à estreia de O Bom Dinossauro (The Good Dinosaur) e vim aqui compartilhar com vocês o que achei do filme! Se você ainda não assistiu, pode ler sem medo! Não vou estragar a surpresa! Aqui não tem spoilers.

 

Ficha Técnica: O Bom Dinossauro

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Sinopse: E se o gigantesco asteroide que colidiu com a Terra há muitos anos não tivesse acertado o nosso planeta? Partindo dessa hipótese, o filme traz a história onde humanos e dinossauros, que são maioria no mundo, passam a conviver e mostra a amizade de Arlo (Raymond Ochoa / dublado por Pedro Henrique) , um jovem dinossauro da espécie apatossauro, com um menino humano, chamado Spot.

Dirigido por: Peter Sohn
Gênero: Animação, Aventura, Comédia (93 min – 2D e 3D)
Classificação Indicativa: 3 anos
Lançamento: 07 de janeiro de 2016  | 27 de novembro de 2015 

Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures

 
 
 

Resenha | Opinião

Esse filme me encheu de emoções e sentimentos incríveis! Assim como todos os filmes da Disney Pixar, a história é envolvente, emocionante, divertida, séria, cativante, fofa, trágica, original… Tudo ao mesmo tempo e em perfeita sintonia! A qualidade cinematográfica é excelente e o quesito “reflexivo” é de tirar o fôlego: tudo como previsto, ainda mais tendo os mesmos produtores de Divertida Mente, Os Incríveis, Procurando Nemo, Toy Story…

Uma das coisas mais legais é que, apesar de ter uma “fórmula” já conhecida de outros filmes da Disney, O Bom Dinossauro consegue ser original e surpreender bastante durante seu desfecho. – essa “fórmula” que comentei é devido às semelhanças que encontrei entre este filme e o clássico O Rei Leão, que também já teve um encontro com outro filme por meio da tal fórmula: Frozen. Mas esse é papo pra outro post que vocês vão poder conferir em breve aqui no blog! Fiquem de olho!

Gosto de analisar os filmes “por outro lado” , dando enfoque para coisas que nem sempre são observadas e que podem realmente passar despercebidas aos olhos do espectador. Acho que é aí que mora a grande graça da sétima arte: gerar reflexão. E, preciso dizer, esse filme me fez refletir bastante!

Como podemos ver pela sinopse e pelo trailer, Arlo cria uma grande amizade com Spot, um humano jovem que acaba protegendo e ensinando algumas coisas ao atrapalhado, e um tanto medroso, dinossauro. E é apenas com essa frase que vou detalhar uma das tantas reflexões que esse filme permite.

O que é amizade para você? Contar a verdade mesmo que doa? Ou contar uma mentirinha pra ver o outro sorrir? Talvez um pouco dos dois? O fato é que esse filme trata de modo majestoso o conceito de amizade, medo e superação de uma forma tão peculiar que nos toca como se nos identificássemos imediatamente com as metáforas propostas.

Um dos sentimentos mais latentes em toda a humanidade – e também em toda comunidade jurássica, pelo que podemos ver pelo longa – é aquele que muitas vezes aparece em situações que não temos controle: o medo. Esse sentimento não tem idade, nem raça, nem cor, nem gênero. Ele simplesmente aparece e tenta nos paralisar

Podemos ter medo de muitas coisas e esses medos podem até variar com a idade e com a situação que vivemos no momento. Mas um dos medos mais incontestáveis é o medo da morte. Seja morrer ou perder alguém que se ama. Esse filme trabalha essa questão de maneiras distintas: uma já é conhecida por vários filmes e a outra é trabalhada discreta e lentamente.

É aí que entra a superação, outra característica marcante no filme. A busca pela superação pode nos motivar a alcançar lugares mais altos, mas quando fracassamos o efeito pode ser desastroso e frustrante, quase atuando de forma oposta à esperada. E o medo retorna, querendo nos colocar em um ciclo vicioso.

Em nossa sociedade há inúmeras cobranças e diversos medos que nos rodeiam. A cobrança é imensa. Sentimos como se fôssemos cobrados o tempo inteiro: para ter boas notas, para se destacar no emprego ou ter algum tipo de status, por exemplo. Mas a maior cobrança muitas vezes vem de dentro de nós mesmos. Queremos mostrar que somos capazes, que temos nosso valor, que somos insubstituíveis. Nessas horas é comum buscarmos um modelo, algo ou alguém que admiramos para servir de inspiração.

Então é a vez da amizade surgir. Essa amizade pode aparecer de diversas formas: pai, mãe, irmão, irmã, amigo, animalzinho de estimação… Até de pessoas que você não espera. Enfim, alguém que te olhe nos olhos e diga “disse que queria ser como eu, mas, para mim, você é melhor” , assim como o pai de Arlo diz ao filho algumas vezes durante o filme.

Esse sentimento de amizade é sublime! É capaz de nos dar a força que precisamos para ir mais longe e até nos fazer enxergar as coisas com outros olhos, fazer com que a gente mude a perspectiva. Esse alguém – ou “alguéns” – que confia na gente, que dá proteção e que demonstra amor de modo inigualável é capaz de arrancar de nós alguns dos medos que nos travam. Afinal de contas, um grande amigo pode mudar tudo.

Esse é um dos principais motes do filme. Tanto é que a campanha principal tem a ver com a #AmigoQueEhAmigo … Mas acontece que essa amizade que vai crescendo se transforma em amor, que pode ser manifestado de diversas formas. Porém, a única certeza é que quando a gente ama alguém a gente não quer perder. E novamente somos atacados pelo medo

Medo de não estarmos mais com esse alguém tão especial para nós. Muitas vezes esse medo se transforma em egoísmo e a gente fica cego pensando em manter aquele alguém o mais próximo de nós sem nem perceber que, às vezes, isso pode não ser o melhor para quem amamos.

Todo esse ciclo de sentimentos, emoções e sensações é vivenciado por Arlo, mais do que uma vez ao longo da história. E o mais surpreendente é que, ao contrário do que muitos poderiam estar esperando, o filme tem um desfecho diferenciado: uma mistura de medo, amizade e superação, mas, acima de tudo, de amor.

Todos nós temos medos porque o medo é inerente à condição de estar vivo, mas o que fazemos para controlá-lo é que muda nosso destino. É por isso que esse filme é sensacional e eu recomendo para todos, independente da idade! Cada geração irá fazer uma leitura diferente, mas todas absorverão a essência fantástica que ele tem.

O Bom Dinossauro arrancou lágrimas em dois momentos principais e me deixou pensativa no final, quase como se eu quisesse reinventar o desfecho. Instantes depois passei a compreender o fim da trama e a achar inteiramente mágicos o conceito e a moral que a história tem. – sem contar que estou desejando uma continuação imediatamente! Vocês acham que teria uma parte 2? Gostariam de ver O Bom Dinossauro 2?

Se você ainda não assistiu o filme e achou um tanto confuso o que escrevi aqui, voa assistir O Bom Dinossauro e volta aqui pra ler de novo. Veja como tudo fica mais claro e passa a fazer muito mais sentido! É só abrir a mente para ver como nos identificamos com as metáforas do longa metragem.

Além desses temas que abordei, eu notei muitos outros… Mas vou parando por aqui senão o texto vai ficar gigante! E vocês? O que acharam do filme? Contem pra mim nos comentários! Ah! E se vocês quiserem mandar uma mensagem especial para aquele amigo do peito, é só acessar o site oficial e entrar na brincadeira!
Até a próxima! *Hoot-hoot*

Categoria:Resenhas
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| por Luciene Sans (Corujinha Lulu) às 08:03 do dia 8 de janeiro de 2016 |

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