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Filme: X-Men: Apocalipse (2016) | Resenha de Cinema

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Oiê pessoal! Assistimos X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse) e vim aqui compartilhar com vocês o que achei do filme! Se você ainda não assistiu, pode ler a resenha sem medo! Não vou estragar a surpresa! Aqui não tem spoilers.
 

X-Men: Apocalipse | Ficha Técnica

 

poster br brazil brasil xmen x men x-men apocalipse apocalypse fox film marvel studiosSinopse: En Sabah Nur (Oscar Isaac), vulgo Apocalipse, é o primeiro mutante do mundo. Quando reaparece na década de 1980, ele tem como objetivo recrutar 4 Cavaleiros para reinar sob a humanidade. Tempestade (Alexandra Shipp), Psylocke (Olivia Munn), Anjo (Ben Hardy) e Magneto (Michael Fassbender) aliam-se a ele. Enquanto isso, o professor Charles Xavier (James McAvoy) conta com novos alunos, como Jean Grey (Sophie Turner), Scott / Ciclope (Tye Sheridan) e Noturno (Kodi Smit-McPhee), além de Mística (Jennifer Lawrence), Fera (Nicholas Hoult) e Mercúrio (Evan Peters), para tentar impedir o vilão.
Dirigido por: Bryan Singer
Gênero: Animação, Aventura, Fantasia (144 min – 2D e 3D)
Classificação Indicativa: 12 anos
Lançamento: 19 de maio de 2016  | 27 de maio de 2016  

Marvel Studios | distribuição: Fox Film

 

Resenha | Opinião

 

Gosto do estilo dos filmes de X-Men, principalmente porque permite muitas reflexões. X-Men: Apocalipse gerou em mim uma série de pensamentos reflexivos que vou compartilhar com vocês. Gosto de escrever minhas resenhas assim, analisando não apenas os aspectos cinematográficos, mas refletindo sobre as mensagens nas entrelinhas e os significados subjetivos do filme.

X-Men: Apocalipse me fez lembrar de várias reflexões que os filmes de X-Men sempre me fazem ter. O universo dos mutantes, por si só, gera muita reflexão sobre preconceito, padrões da sociedade e bullyingque por sinal são temas que vêm se repetindo nas últimas resenhas!

X-Men trabalha isso de um modo peculiar, um tanto oculto aos olhos menos atentos, porém escancarado em sua essência. Os mutantes já são a personificação dos temas que citei anteriormente: representam o preconceito às diferenças, a hipocrisia muitas vezes presente nos padrões da sociedade e as diversas formas de intolerância que os seres humanos possuem. Eles são “estranhos”, diferentes, muitas vezes incapazes de enxergar sua diferença como um dom… Várias frases de efeito ao longo do filme ilustram a frustração de não se encaixar no padrão da sociedade, como quando Scott / Ciclope diz ao professor Xavier “Não parece um dom pra mim” e recebe a resposta “No início nunca parece”.

Fique até o final dos créditos se quiser ver uma cena extra que pode representar o próximo vilão dos filmes X-Men!

Ainda sobre aceitação, identidade e crença em si mesmo, temos também a frase dita por Mística a Jean, quando é questionada sobre como se controla os poderes. Mística responde “Você não controla (os poderes). Precisa aceitá-los”. Esse é outro ponto reflexivo do filme. Trazendo a metáfora para realidade, a mensagem diz respeito à falta de aceitação própria que muitas pessoas enfrentam com o objetivo de se “enquadrar nos padrões da sociedade”. Seja por ser vítima de julgamento alheio ou por não sentir aquilo como sua identidade, esse é um tema que normalmente está presente em muitos filmes, de maneiras bem distintas, como os recentes Angry Birds e Zootopia.

É intrigante ver como os “diferentes”, os dotados de “superpoderes” são idolatrados pelos humanos em histórias, mas são excluídos na sociedade… Mais uma contradição da nossa raça. Apesar de termos muito conteúdo para debater acerca desse universo presente em toda série X-Men, pretendo agora refletir com vocês sobre outro ponto, presente especificamente em X-Men: Apocalipse.

Uma das grandes lições / moral da história presente no filme se trata da idolatração / dependência que temos dos nossos equipamentos, máquinas, instrumentos e armas. Como bem diz no filme, “tanta fé em seus equipamentos e armas” ao invés de venerar o Deus certo. Acredito que o objetivo do longa metragem é ir além da discussão religiosa. É, na verdade, discutir a nossa crença em nós mesmos.

Se pararmos pra pensar, somos completamente dependentes da tecnologia e dos equipamentos, seja pra viver, sobreviver, trabalhar, desenvolver… Se um mutante aparecesse na Terra hoje e sumisse com nossos equipamentos, estaríamos menos desenvolvidos que os “homens da caverna”. Poucos de nós conseguiriam sobreviver, afinal, poucos saberiam fazer fogo sem isqueiro ou fósforo, poucos saberiam caçar ou até mesmo subir em uma árvore pra pegar uma fruta… Temo até dizer que poucos saberiam sobreviver cultivando sua própria comida sem nenhum tipo de equipamento / tecnologia. Somos escravos do que criamos.

Veja bem, não sou contra a tecnologia, muito pelo contrário. Gosto de ver os avanços que foram alcançados graças ao uso de equipamentos tecnológicos. Mas o filme nos faz refletir, e refletir é sempre muito bom. Se “todo mundo teme aquilo que não consegue entender”, como dito em mais uma frase de efeito em X-Men: Apocalipse, nós acabaríamos por temer a nós mesmos e talvez essa seja uma das mensagens que o filme se propõe a passar. Devemos nos conhecer por dentro, acreditar em nós mesmos e praticar as mudanças que julgamos necessárias para ter uma vida melhor, com mais respeito pelo próximo e mais amor. Devemos deixar de julgar as diferenças e procurar entendê-las para deixarmos de ser escravos dos “padrões” impostos. Devemos, acima de tudo, ter porque sem fé – seja ela em Deus, na natureza e/ou nos seres humanos – é a única maneira de sermos melhores. “Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo” (Mahatma Ghandi). 

Eu super recomendo X-Men: Apocalipse! Além de possuir efeitos muito bons e nos fazer entrar na trama, a ponto de sair do cinema com a adrenalina a mil, é um ótimo filme para fazer várias reflexões! Sem contar o fato de ver tantos X-Men juntos e poder entender porque o Professor Xavier é careca!

Vocês já assistiram X-Men: Apocalipse? Gostaram? Eu gostei da participação de Wolverine (Hugh Jackman), mesmo que pequena! Como sempre, tenho mais reflexões pra compartilhar com vocês sobre o filme… Que tal refletirmos juntos nos comentários?
Até a próxima! *Hoot-hoot*

Categoria:Resenhas
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| por Luciene Sans (Corujinha Lulu) às 15:01 do dia 20 de maio de 2016 |

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