.

Filme “ Star Wars : O Despertar da Força ” (2015) – Resenha de Cinema

star wars o despertar da força the force awakens lucas film george disney resenha crítica cinema filme corujinhalulu corujinha lulu

Oiê pessoal! Assistimos à estreia do sétimo episódio de Star Wars: O Despertar da Força (Star Wars: The Force Awakens) e vim aqui compartilhar com vocês o que achei do filme! Se você ainda não assistiu, pode ler sem medo! Não vou estragar a surpresa! Aqui não tem spoilers.

 

Ficha Técnica

poster br brasil brazil star wars o despertar da força the force awakens 2015 lucasfilm disney episódio 7 VII episode

Sinopse: Tempos depois da trama de “O Retorno de Jedi”, inicia-se a Primeira Ordem, uma organização do lado sombrio que surgiu após a queda do tirânico Darth Vader e do Império. O grupo está caçando o Jedi Luke Skywalker (Mark Hamill), cujo paradeiro é desconhecido até pelo lado da luz: a Resistência, liderada pela Princesa Leia (Carrie Fisher).
Dirigido por: J.J. Abrams
Gênero: Aventura, Ação, Fantasia, Sci-fi (135 min – 2D e 3D)
Classificação Indicativa: 12 anos
Lançamento: 17 de dezembro de 2015  | 18 de dezembro de 2015 

Lucasfilm |distribuição: Disney / Buena Vista

 
 
 

Resenha | Opinião

Não sei bem como começar esse texto porque foi, de fato, muito emocionante chegar para uma sessão de cinema marcada para 0:01h e ver a quantidade de pessoas, de todas as idades, ansiosas e desesperadas para assistir ao tão aguardado Episódio 7 dessa saga incrivelmente bem sucedida da Lucasfilm.

A sensação de poder reencontrar os personagens nas telonas depois de um bom tempo foi realmente impactante. O filme é sensacional! Apesar de adorar falar dos aspectos reflexivos que nem sempre são notados, preciso dizer que as características técnicas do filme são impressionantes! Cenário, figurino, efeitos especiais, roteiro, trilha sonora, direção e atuação de todos os atores são aspectos muito bem trabalhados que fazem a crítica e o público aplaudirem de pé! – foi exatamente o que aconteceu na sala de cinema que a gente estava!

Achei sensacional o respeito que tiveram com características tão peculiares, como as transições de cena. Você se sente como se estivesse assistindo aos filmes de Star Wars produzidos nas décadas de 70 e 80, com os fades / transições que eram utilizados na ocasião.

Poderia destinar horas escrevendo sobre toda qualidade técnica desse filme, mas, como vocês já sabem, vou me ater a alguns detalhes muitas vezes esquecidos ou não percebidos em frente à uma produção tão estonteantemente impressionante como esta.

Dentre os vários valores que Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força proporciona – e que também estão presentes nos outros filmes da saga – teve um que chamou muita atenção. Ele trata daquele pensamento que os seres humanos cultivam sempre: o de achar que sabem o que é melhor para eles.

Muitas vezes ficamos determinados em conquistar algo, ou fazer alguma coisa de certo modo, porque acreditamos ser o melhor para nós mesmos. Se você parar pra pensar, vai perceber que isso já aconteceu com você. Também já aconteceu comigo. Muitas vezes focamos tanto no que achamos ser ideal e utópico que não percebemos que, talvez, o outro caminho seja a melhor escolha. Não digo pegar o caminho mais fácil ou mais difícil, digo apenas um caminho diferente daquele que elegemos como o mais acertado.

No filme esse dilema está presente em muitos momentos, envolvendo personagens diferentes. Kylo Ren (Adam Driver), Finn (John Boyega) e Rey (Daisy Ridley) são alguns exemplos além da Princesa Leia (Carrie Fisher) e de Han Solo (Harrison Ford). Claro que o dilema do “melhor caminho” é tratado de formas diferentes para cada personagem e em cada situação, mas, se analisar minuciosamente, você pode perceber a força da presença dele.

Um acredita estar obstinado a ficar num lugar, esperando por algo ou alguém que não vai aparecer. Esse é seu foco, seu ideal. Esperar, não mudar, ficar; Já o outro acredita que fugir é o único caminho. Além da fuga desembestada, nada poderia fazer a situação melhorar. Viver fugindo para, contraditoriamente, ter sua liberdade.

Tem ainda o que teme sua escolha, aquele que se esforça pra ficar no caminho que considera melhor, mesmo sentindo atração pelo caminho oposto. Que acha que é “tarde demais” para mudar seu rumo. Há também o que acredita na bondade do mundo, no lado da luz dentro de todos, que espera uma reconciliação improvável e que se nega a sequer olhar para outro caminho. Além desses, existe o que acredita não ser certo voltar atrás, corrigir alguma coisa ou voltar pelo mesmo caminho para pegar um atalho diferente. Que teme reviver à sombra de seus antepassados.

Muitas dessas características podem ser encontradas no cotidiano das pessoas. Sim, aquelas “normais”, que não são jedis, mas que seguram o sabre de luz enquanto assistem, sem piscar, o longa metragem que dá vida aos personagens de George Lucas.

Às vezes ficamos tão focados e persistentes em tentar seguir por um caminho que não percebemos o que estamos perdendo por não escolhermos a paisagem ao lado. Vários são os fatores envolvidos: pode ser determinação, mas também pode ser medo de mudar; pode ser coragem, mas também pode ser insegurança; pode ser esperança, mas também pode ser comodidade.

O filme retrata isso de maneira intensa, mas nem sempre é observado pelo espectador. E, assim como a vida, ele demonstra que não há uma fórmula correta: às vezes é melhor manter seu caminho, mas às vezes é bem melhor mudar sua perspectiva. De maneira geral, Star Wars: O Despertar da Força mostra que somos responsáveis por cada escolha e cada passo que damos no caminho que escolhemos, seja ele do lado da luz ou do lado sombrio.

O legal de refletir sobre isso é que percebemos que nem sempre aquilo que “deu errado” em nossas vidas realmente “deu errado“. Pode ser que aos nossos olhos aquela seria a mina de ouro, a melhor saída, mas quem disse que estávamos certos?

Acho pertinente dizer que de modo algum o filme trata esse dilema de maneira a desmoralizar a esperança ou incentivar a mudança de rumo e de direção a qualquer hora. Muito pelo contrário. A força que a esperança tem nesse filme – e na nossa vida também – move e transforma tudo. Uma das frases de efeito que gostei foi “enquanto houver luz, ainda há esperança“. Essa frase foi dita em sentido literal: realmente existia um sol. Mas o fantástico é que ela se aplicava muito bem metaforicamente também. E essa frase resume boa parte das reflexões da saga de Star Wars: a força da esperança e da persistência; o poder de nossas escolhas e de nossa crença.

Convido você que está lendo, e que ainda não viu o filme, a voltar aqui para reler essa resenha após assistir ao longa metragem a fim de compreender melhor os detalhes de cada personalidade que cito aqui. É muito bom fazer esse exercício de reflexão, lendo antes e depois de ter uma determinada experiência.

Eu super recomendo esse filmaço para todo mundo! Tive inúmeras sensações e reações ao longo da trama, desde notalgia, ansiedade até crise de riso e felicidade. É incrivelmente sensacional! Tem até momentos cômicos encaixados com inteligência na história.

E vocês? Já assistiram Star Wars: O Despertar da Força? O que acharam? Ficaram tão empolgados como eu?Contem pra mim nos comentários! Ah! Não deixem de ver a série Especial Star Wars que estamos fazendo aqui no blog e, se tiverem curiosidade, deem um pulinho no site oficial da saga porque tem muita coisa legal por lá!
Até a próxima e que a força esteja com vocês! *Hoot-hoot*

Categoria:Resenhas
Compartilhe com os amigos:
| por Luciene Sans (Corujinha Lulu) às 04:35 do dia 18 de dezembro de 2015 |

Posts Relacionados

Comente Aqui

O seu endereço de email não será publicado | Campos obrigatórios estão marcados com *

Se você tem um blog, clique para compartilhar um post.

Para usar avatar (imagem/foto junto com seu comentário), cadastre seu email em Gravatar.com

Ou pelo Facebook:

comentários